"Anticristo". (Antichrist). 2009. De Lars von Trier.
Não sou fã do cinema do Lars von Trier (que faz o estilo ame ou odeie nos seus filmes), detestei aquele "Dançando no Escuro" (nota 2.0), adorei "Dogville" (nota 9.0), e não gostei muito de "Manderlay" (nota 4.0), pro meu gosto o cinema do cara oscila muito!
Esse "Anticristo", ficou num meio termo, não achei grandes coisa, mas também não detestei, esperava mais depois de tudo que falaram, o filme num todo não me agradou muito, mas é notável algumas qualidades no mesmo, no início o filme começa meio sonolento, muito parado nos diálogos do casal, apesar das belas imagens em preto e branco em câmera lenta que vai explicando toda situação gerada, no drama que assolou a vida dos protagonistas (os ótimos Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg), destaque para a ousadia das cenas de sexo explícito (apesar de um pouco de exagero na exposição dos atores), bastante corajososos, por terem aceitado a responsa!
Mas na meia-hora final é que o filme diz a que veio naquelas cenas de violência extrema (que incomodou muita gente, a mim não), o que que foi a cena da tesoura (que entrou pra história do cinema..rs..vai ser difícil esquecê-la tão cedo), gostei mais do clímax final, o longa começa como filme de "arte", e termina como "jogos mortais"..hehe..irado, mas esperava mais depois de tanta polêmica, chocado eu não fiquei nenhum pouco, muito menos ofendido com nada que foi visto, que foi o caso de pessoas que viram o longa em sessões de estréia, que não gostaram e abandonaram o mesmo no meio da sessão (eu hein, que bobagem), não vi motivo pra tanto, pra mim, Trier conseguiu apenas surpreender na temática abordada, algo bem diferente de tudo que ele já tinha rodado, portanto, dá pra dizer que "Anticristo" foi uma experiência válida!
Nota 6.0! Visto em Setembro/2009
==================================================
"Guerra S.A - Faturando Alto". (War, Inc.). 2008. De Joshua Seftel.
Aqui temos um misto de ação, comédia e guerra, o filme se passa no fictício país do Turaquistão devastado pela guerra. Dividido por um motim contra a corporação privada Tamerlane, que apesar de ser propriedade do ex-Vice Presidente dos Estados Unidos (Dan Aykroyd), tomou conta do país buscando apenas lucro. Hauser (Jonh Cusack), um "capataz" totalmente desequilibrado, é contratado pela empresa para matar o presidente da concorrente e para fazer isso, ele tem se passar por um produtor de eventos e organizar o casamento da maluca superstar Yonica Babyyeah (Hilary Duff). Tudo muda quando o assassino Hauser se apaixona pela sexy repórter Natalie (Marisa Tomei), que quer desmascarar os "negócios" dos ex-presidente.
O enredo do longa é esperto e inteligente, ironiza vários aspectos atuais desse mundão globalizado, um filme para se pensar nas várias mensagens subliminares que ele transmite, perguntas ficam no ar à serem respondidas e refletidas pelo espectador, tudo poderá ser bastante confuso pra quem tem preguiça de usar o cérebro, a história não é de fácil assimilação, pra quem procura algo convencional, irá cair do cavalo, e dificilmente gostará de "Guerra S.A", que não chega a ser um trabalho primoroso, mas é dotado de ótimas idéias, muito bem articuladas e concebidas de maneira equilibrada e consistente, com um roteiro bem pensado e escrito, se vê em cena um resultado bastante positivo na proposta abordada, o diretor conseguiu ao meu ver dizer o que queria, com muita perspicácia e humor refinado!
As cenas de ação são interessantes, inspiradas, de bom gosto e bem filmadas, destaque também para a boa trilha sonora, e claro, o elenco, que faz tudo isso acontecer, adoro o Jonh Cusack, ator que sempre manda bem, seu personagem aqui é bem a cara dele, não consegui imaginar outro ator no lugar, o cara está perfeito, Marisa Tomei, sempre ótima, pra variar, adoro ela, tem a Joan Cusack, irmã de Jonh que é figurinha carimbada nos filmes do irmão, que sempre se sai bem nos papéis de coadjuvante, mas o que chamou mais atenção é a cantora Hilary Duff, que tem bela atuação, surpreendente pra falar a verdade, "cantriz" que vinha fazendo diversas comédias românticas, e que aqui, finalmente mostrou que tem talento, se trata de sua melhor atuação na carreira de atriz, o filme ainda conta com Dan Aykroyd e Ben Kingsley, este último dispensa comentário, baita ator, que aparece ótimo no seu personagem! Belo filme que nos passa uma idéia de que é preciso acreditar na evolução humana!
Nota 8.0! Visto em Setembro/2009
==================================================

"O Sequestro do Metrô". (Taking of Pelham 1 2 3). 2009. De Tony Scott.
Pela dupla de atores principais o filme valeu a pena a conferida, prefiro o Travolta de vilão, e Denzel é sempre um ator competente nos personagens que interpreta, os 2 levam o filme nas costas, apesar de ambos não estarem nos seus melhores dias aqui, culpa do roteiro simplório, previsível e formulaico que não ajuda muito, o enredo fica aquem da qualidade do elenco, Tony Scott mostra que tem estilo e técnica mas isso não é suficiente, pra mudar o feijão com arroz traçado aqui, faltou um algo a mais no filme, pra dá aquele salto de qualidade no seu trabalho!
O longa até que começa bem, mas vai perdendo a força pela metade, com muitos clichês e cenas pouco inspiradas, a construção dos personagens principais é bem feita, o tratamento dado aí é positivo, mas é muito pouco quando tudo se arrasta para um desfecho nenhum pouco brilhante, o diretor teve a chance de salvar o filme no clímax, mas preferiu piorar um pouco mais, apesar disso tudo, o resultado não chega a ser de todo ruim, é no mínimo muito regular, Travolta e Denzel mereciam coisa melhor, gosto dos 2, e aqui temos apenas um bom programa, filme pra se visto uma vez na vida, que já está de bom tamanho, não vi o original (que deve ser muito melhor), esse remake até que ficou satisfatório pra quem não for muito exigente, mas poderia ter sido melhor. 
Nota 6.0! Visto em Setembro/2009
==================================================
"Vigaristas". (The Brothers Bloom). 2008. De Rian Johnson.
Os irmãos Bloom aperfeiçoaram suas vigarices através de anos de fraterno trabalho em equipe. Agora elesdecidiram assumir um último e espetacular golpe: atrair uma bela e excêntrica herdeira e elaborar um esquema para levá-la em uma viagem ao redor do mundo.
Uma surpresa bastante agradável esse filme, direção segura e competente do diretor Rian Johnson (do mediano "A Ponta de um Crime"), mas com um elenco bacana que tem, as chances de dar algo errado eram mínimas, tinha boas expectativas antes de vê-lo, na qual acabaram se confirmando de maneira positiva, o longa é bem interessante na abordagem do tema já visto a exaustão, o roteiro foge dos clichês, do previsível, fazendo com que o filme tenha seu brilho próprio, que usa de artifícios bem sacados para prender a atenção do espectador, que fica meio que perdido sem saber onde se apegar, no que acreditar, uma espécie de jogo de cena, o que é verdade? o que é mentira? pois nada é o que parece ser, só que até perceber-mos isso, já caímos na armadilha, isso pra mim foi o grande barato desse filme!
O clímax final é muito bem elaborado, achei genial, que tráz um elenco bastante inspirado e engajado nas ótimas interpretações, Adrien Brody e Mark Rufflalo estão muito bem na pele dos irmãos trapaceiros, mas quem rouba a cena é Rachel Weisz, adorei sua personagem, a maioria de suas cenas são de grande valia e muito bem aproveitadas, ela é uma milionária solitária, linda, adorável e encantadora, um pouco maluquinha também, rsrs, que cai nas mãos da dupla falcatrua, ao ser atraída pela vida empolgante de golpes que eles levam, outra adorável surpresa na trama é a japonesa Rinko Kikuchi (de "Babel"), que faz parte da gangue dos irmãos, que não fala uma palavra, só se comunica por gestos e sinais, muito legal a japa, de bastante utilidade, hehe!
Enfim, "Vigaristas" é uma comédia envolvente, de roteiro afiado e inteligente, regado à sequências cômicas ora sofisticadas ora beirando o pastelão, um belo e divertido programa, gostei bastante!
Nota 8.0! Visto em Outubro/2009==================================================